segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O fim da festa para o garanhão

Hoje sei do erro de meus pais. Ter criado uma criança evitando que tudo de ruim lhe chegasse, fazendo todos os gostos e mimos, isso sim tem grande culpa sobre o que sou hoje. Não que eu queira auto me punir ou por a culpa sobre alguém, pelo contrário, não só creio que estou certa e não me arrependo de nada, como acredito em destino. O que fiz está feito. Outro grande erro de meus pais foi ter me deixado casar tão nova, ainda mais com um cara sem noção como o Jair.

Tudo bem que eu estava apaixonada, que ele era o garoto mais bonito da cidade e ainda por cima de boa família, de muitos pertences. Realmente ele era um bom partido, bom não, um excelente candidato a marido, caso ele não fosse tão galinha e mais mimado que eu. Ele acreditava que poderia fazer tudo e não teria nenhuma consequência, pois seu pai sempre dava um jeito de abafar as suas loucuras. Mas ele se enganou, mas se enganou feio. Ahahahahahaha.

O Jair era tão vagabundo que transava com toda e qualquer coisa que tivesse vida e movimento, mas qualquer coisa mesmo. Mulheres, cachorros, travestis, gays. Onde tivesse buraco ele estava dentro, literalmente. Até casarmos eu não sabia disso, mas após a lua de mel comecei a desconfiar. A certeza foi com a nossa empregada, depois com a babá do primeiro filho. Imagina o que ele fazia na rua. Fizemos uma viagem a São Paulo e ele deu uma das suas constantes saidinhas, o segui em um táxi. O filho da puta pegou um travesti na paulista e levou para um motel barato.

Outra vez foi à cadelinha poodle de minha filha, amanheceu mortinha, dura, com a vagina deformada. Deus do céu! Minhas amigas deixaram de me visitar, porque ele queria comer todas – o gostosão tarado. Da mesma forma que eu amava eu sofria, ou até sofria mais.

Não sabia o que poderia fazer para poder pará-lo. Apesar de afoita e tirada à moderninha, em mim nada parecia ter saída. Mas quando vi minha saúde ser abalada por causa daquele traste, realmente fiquei possuída. Primeiro foi um corrimento, depois veio o HPV. Foi então que a minha ginecologista disse, se seu marido não fizer o tratamento junto com você, de nada irá adiantar, sempre terá problemas. Aquilo era demais, não tinha mais cabimento.

Comecei a planejar uma forma de deixá-lo com medo, que percebesse que não estava certo o que estava fazendo comigo. Então o avisei:

- Se você continuar nessa sua vidinha de sexo na rua e me trouxer alguma doença, eu irei lhe castrar e ainda vou derramar água fervendo no seu ouvido enquanto você dorme. Estou te avisando.

Ele riu de mim, mas riu mesmo, gargalhando e aquilo me deixou furiosa. Ele até melhorou uns dias, mas ele me chegou se coçando. Mas era uma coceira descomunal. De cara percebi que era chato. Carinhosamente disse a ele:

- Vai para o banheiro agora filho da puta e me tire essa roupa para eu queimar, se não vai empestear essa casa e a mim também.

Ele o fez sem pestanejar, pois sabia do que eu era capaz. Queimei sua roupa, mas não foi só ela que queimei não, eu fervi água e enquanto ele tomava banho eu fui lá, primeiro o depilei todo, porque o chato fica preso aos pelos. Mas depois eu joguei a água fervendo em cima dele, se queimou, mas queimou feio. Os gritos deles nem me abalavam. Chamou-me de cachorra, de vadia, disso, daquilo, mas eu nem ligava. Isso fez com que ele se aquietasse por uns tempos, mas claro, ele voltou à fornicação, mas voltou com gosto de gás, como se diz por aqui – noites e noites fora de casa. Mas a cidade não é tão grande e descobri onde ele estava enfiado.

Um puteiro de quinta categoria. Fui lá, mas fui com um ódio tão grande que minha cabeça doía. Claro que não queriam me deixar entrar, mas com um raquete de tênis na mão quem iria me enfrentar? Ainda dei e dei com a raquete em cima de uma rapariga que se pôs em meu caminho. Peguei-o na cama com três putas. Claro que ele nem ligou, ria bêbado, desfez-me na frente das rameiras, fui tão humilhada que nem tive coragem de fazer nada, por hora, claro, porque minha raiva só aumentava.

Naquele dia ele voltou para casa. Ainda bêbado, chegou todo nervosinho, gritando comigo, que eu não tinha o direito de lhe fazer passar vergonha na frente de seus amigos e que isso e aquilo. Deitada estava deitada fiquei, calada. E se tem uma coisa que ele não gosta é que eu fique calada. Ele partiu para cima de mim, queria sexo. Nessa hora eu ri, mas ri tanto da sua cara.

- Você acha que eu irei fazer alguma coisa com você? Está muito enganado. Pode ficar aí, que irei para o quarto da nossa filha.

Ele não sabia que a menina não estava em casa. Tinha levado ela para a casa da avó. Do jeito que ele estava bêbado dormiu logo. Fervi a água, eu já tinha avisado, agora não tinha mais como não agir. Mas deixei ferver mesmo. Voltei para o quarto com a chaleira na mão, ele dormia de calça jeans, o que me deu certo trabalho para tirar. Tive uma dúvida cruel, se eu o castraria primeiro e depois jogava a água ou o contrário. Ainda fiquei olhando para ele e lembrando o quanto era louca por ele e até entendia o seu sucesso na cama, porque além de lindo ele era uma máquina de fazer sexo. Mas afastei esses pensamentos e num só golpe cortei seus testículos. O homem gritava, o sangue escorrendo e ele me xingando. Calmamente peguei a chaleira e joguei a água sobre ele. Aí é que ele pulava, eu apenas o olhava. Peguei o telefone e joguei para ele:

- Agora ligue para seu papai e peça para ele dar um jeito. Se é que ele conseguirá. Hahahahahahaha. Saí dali coma alma lavada.

O merdinha não morreu, o socorro chegou rápido. Mas eu não queria mesmo que ele morresse, apenas que não pudesse fazer mais nada. Hahahahaha. A separação saiu rapidinho, nada de punição para mim, pelo contrário, uma boa pensão. Afinal imagina o escândalo se me denunciassem? O Jair foi castrado pela mulher! Que nada! Essa fama ele não quer para ele.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Assassinos S/A vol. 2

Infelizmente ando afastado dos meus blogues por conta de que minha máquina pifou e não estou tendo como entrar na internet constantemente. Mas breve isso estará resolvido, bem como colocarei em prática algumas novidades. Mas o motivo de meu post hoje, é divulgar para vocês, que depois do sucesso da Antologia Beco do Crime, que quem quiser adquirir é só entrar em contato por e-mail (pliniogomess@hotmail.com), bom, depois desse primeiro livro do qual participei junto a outros grandes escritores, fui selecionado para o Assassinos S/A vol. 2, uma maravilhosa coletânia de contos, que ainda contará com ilustrações extraordinárias. o livro sairá pela Editora Multifoco, a mesma que editou a Antologia Beco do Crime. Bom, aí está a relação de contos selecionados. Grande abraço Perfumado.
A Chacina - Carolina Luz
Cinqüenta Minutos - Vivian H. Pizzinga
Clarisse - José Sérgio Bechler
Crimes no Paraíso - Roberto Kusiak
Margaridas no Céu - Afobório
Melhor Amigo - Fabiano Cisticerco
Nossa Senhora do Bom Parto - Plínio Gomes
Nove - Rob Martins
O Acerto de Contas - Bruno Borges
O Julgamento - George Ritter
O Multiplicador - Giselle Sato
O Bom Vizinho - Wilson Gorj
O Elo Perdido - Guilherme Lessa Bica
Reflexo - Israel Telles
Segundo Plano - Sidney Stadnik
Vlad Tepes VI - Roberto Kusiak
Ron - Yubertson Miranda
Todos Querem a Cabeça do “Compadre” Matias Reis - Wuldson Marcelo
Um Anjo Redentor - George dos Santos Pacheco
Uma Noite de Amor - Valdeci Garcia
Soldado Invernal - Jota Fox
Para Logo Recomeçar – Danielle Sousa
O Antipanegírico - Eduardo Miranda

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bienal, Antologia Beco do Crime, Beto Canales

Bom,





ando meio sumido dos blogues e Internet, porque meu computador anda tendo chiliques... isso é muito chato, mas muito chato mesmo. Mas creio que resolvo esse problema nos próximos dias.






Bom,




o jovem mancebo que vos escreve, teve a honra de voar pela primeira vez e para o Rio de Janeiro, (Tive o prazer de ter Maria Bethânia no mesmo voo) e mais ainda, para participar do lançamento da Antologia Beco do Crime, organizado pelo André Esteves (Gente finíssima) do site Beco do Crime e pelo Frodo Oliveira (Uma figura ímpar) da editora Multifoco. Gente, muita emoção, muita realização e sei-quero-espero-acredito que seja só o início de muito mais. Lá na Bienal, onde o livro foi lançado, pude conhecer pessoas extraordinárias, dentre elas, destaco um escritor, o Beto Canales, que além de participar da Antologia do Beco, também publicou seu livro solo: A vida que não vivi (Ver capa logo abaixo). Esse cara, que eu tive o prazer de sentar num boteco na Lapa e tomar alguns chopps, gente, esse cara, tem muito o que contribuir com a literatura, enfim, como costumo dizer: só tenho flores para jogar. E claro, não só comprei o livro dele, como estou lendo e claro, INDICO SEM MEDO DE ERRAR.